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As doenças da alma

  • Foto do escritor: Ângela Guimarães
    Ângela Guimarães
  • 28 de set. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 26 de out. de 2020


PARTE 2

Por Ângela Guimarães



DEPRESSÃO


A depressão é a doença que se destaca nas consultas psiquiátricas, psicológicas e terapêuticas, ocupando a segunda posição entre as causas de incapacidade, ficando atrás apenas dos problemas vasculares. A depressão é o excesso de passado!

Com suas variações, a depressão afeta crianças, jovens, adultos, idosos, homens, mulheres, ricos e pobres. A Organização Mundial de Saúde calcula que há mais de 100 milhões de pessoas deprimidas no mundo e que o suicídio é a causa da morte de mais de 800 mil pessoas por ano. No Brasil estima-se que 32 pessoas cometam suicídios todos os dias. Cerca de 30% dos casos de suicídio tem a ver com a depressão e o aumento entre as mulheres beira os 10% ao ano.

As causas da depressão variam muito e, às vezes, são difíceis de serem identificadas.

Depressão “Pós – Avatar”: após o filme foram criados sites na Internet onde as pessoas lamentavam por não viver em Pandora, um planeta que consideravam muito melhor do que a terra. Muitas pessoas querem fugir da realidade e viver em mundos de sonhos. A “depressão pós – Avatar” mostra que as pessoas estão com saudade de algo, mas não sabem do quê.

Outro comportamento que pode levar à depressão e até gerar pensamentos suicidas é o sexo casual. Uma pesquisa feita pela Universidade do Estado da Califórnia, com 3,9 mil estudantes, mostrou que as pessoas que praticam sexo fora de um contexto de romantismo e compromisso se mostram estressadas, com problemas de depressão e ansiedade.

São sintomas da depressão: tristeza, falta de interesse e prazer, ter objetivos e expectativas irreais, destacar as faltas pessoais, minimizar as conquistas individuais, compara-se com outras pessoas, se sentir inferior, ter pensamentos e atos suicidas.

Elimine os agentes causadores do estresse, mude hábitos e atitudes (Novas escolhas, novos hábitos!), busque ajuda médica e terapêutica. Evite pensamentos de inferioridade e não se concentre nas imperfeições e perigos do ambiente, mas nas coisas belas e nos momentos agradáveis. Faça algo pelos outros e olhe para o futuro com esperança. O depressivo não perde a noção da realidade, sempre a vê com tons mais graves. Explique os fracassos com realismo, seja consciente dos seus pontos fortes e dos seus pontos fracos e assuma o controle dos acontecimentos futuros. Se eleve enquanto pessoa e esqueça as pretensões meramente egoístas. Elabore um programa de atividades diárias para a aquisição de novos padrões de comportamento e atente para escolher atividades agradáveis. Participe de atividades com componente social e não interrompa o trabalho habitual. Realize trabalhos manuais, pratique atividade física e decida ser feliz nessa sua ÚNICA vida!

Conviva socialmente, mantenha uma vida ativa, pense positivamente e olhe para o passado com prudência.

Os medicamentos antidepressivos podem trazer algum alívio temporário, entretanto, não curam a doença. Quem usa medicação antidepressiva não consegue sentir melhora antes de duas ou três semanas, após o início do tratamento.

O apoio familiar é muito importante, por isso, quem tem depressivos na família deve preparar-se para ouvir com atenção e empatia, não censurar, ajudar a pessoa a manter-se ocupada, ajudar a pessoa a nutrir esperança, apoiar o tratamento médico e terapêutico, ajudar a pessoa a lidar de forma adequada com as aflições e vigiar para que esta não faça uso do álcool.

Encerro com a frase de CristianmFriedrich Hebbel “ A alegria torna o homem sociável, a dor individualiza-o.”




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