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DEZ DICAS DA NEUROCIÊNCIA PARA A SALA DE AULA

  • Foto do escritor: Ângela Guimarães
    Ângela Guimarães
  • 11 de mai. de 2020
  • 2 min de leitura

PARTE 1

Por Ângela Guimarães


A aprendizagem resulta da reorganização da estrutura cerebral, o que produz novos comportamentos. Essa mudança que ocorre no cérebro e depende da atividade de diferentes conjuntos de neurônios.


Por isso, é importante saber como as estratégias pedagógicas atuam sobre o cérebro e como suas funções mentais, que são cerebrais, levam à aprendizagem. Vamos às dicas:


  • Estimular os sentidos: recursos multissensoriais ativam múltiplas redes neurais. Aprender sobre o corpo humano através de vivências práticas tem efeito muito diferente do que apenas ler ou ouvir explicações. Usar frutas para apreciar seu cheiro, degustar sua acidez e doçura, ouvir o barulho ao mordê-la é uma boa dica.


  • Retomar o conteúdo: ao invés de perguntar se o aluno tem alguma dúvida e o que ele entendeu, peça para que ele explique a um colega como compreendeu. O aluno só aprenderá algo novo se o cérebro dele for motivado a processar o que lhe é apresentado. A aprendizagem resulta da reorganização de redes neurais espalhadas pelo cérebro, por isso as experiências e informações precisam ser repetidas para manter as conexões cerebrais. Atividades como recontar, rever e repassar ajudam nessa construção.


  • Dormir bem: enquanto dormimos o cérebro reorganiza suas sinapses, elimina aquelas em desuso e fortalece as que são importantes para comportamentos do cotidiano. A fixação da memória ocorre a cada período de sono, quando as condições químicas cerebrais são propícias à neuroplasticidade. A aprendizagem requer reexposição regular e frequente aos conteúdos e experiências, sob formas diferentes e níveis de complexidade crescentes. Dormir é essencial para a aprendizagem!


  • Despertar a curiosidade: o cérebro, por meio da atenção, seleciona as informações mais relevantes para o bem-estar e a sobrevivência do indivíduo e ignora o que não tem relação com a sua vida, seus desejos e necessidades. Desafiar o desconhecido é uma boa opção.


  • Prazer em aprender: as emoções são valiosas para a aprendizagem, posto que influenciam funções importantes, como a atenção e memória. O professor deve ser perspicaz em relação às suas emoções, às emoções dos alunos e as emoções da turma como um todo.


Continua no próximo texto...


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Biografia Ângela Guimarães
É uma acreana, Pedagoga, Especialista em Ensino e Gestão Escolar, Coach, Programadora Neurolinguística, Hipnoterapeuta e Mestranda em Coaching Pessoal e Liderança Organizacional.  Veio para Amapá em 2004 para ser diretora na Fundação BRADESCO Santana-AP, onde trabalhou por 10 anos e agora inicia seu trabalho na modalidade EaD. Possui mais de 30 anos de experiência em educação onde atuou como professora, coordenadora pedagógica e diretora de ensino na rede pública e privada, incluindo a Educação Superior e a Educação Profissional, além de ter atuado como facilitadora na Escola de Administração Pública do Estado do Amapá - EAP e Assistente de Ouvidora no Núcleo de Ouvidoria e Atendimento da Seed/AP. Também é idealizadora do Projeto "Cuidando de quem cuida do futuro", no qual realiza palestras e workshops em todo o Brasil. Ângela implantará em 2020 em Rio Branco-Acre, o Instituto de Desenvolvimento Humano Ângela Guimarães, com o lançamento no mercado digital dos cursos descomplica BNCC, Gestão Democrática Escolar, Gestão Pedagógica e Gestão de Ensino.


 
 
 

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